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Política Bolsonaro

Regina Duarte deixa o comando da Cultura depois de três meses no cargo

Regina afirmou que assumirá o controle da Cinemateca, em São Paulo, por sentir falta da família.

21/05/2020 12h31
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Por: Kennedy Rocha Fonte: Veja
Regina Duarte deixa o comando da Cultura depois de três meses no cargo

A atriz Regina Duarte anunciou na quarta-feira (20), que está de saída da Secretaria da Cultura do governo de Jair Bolsonaro. Em um vídeo ao lado do presidente e que foi postado por ele no Twitter, Regina afirmou que assumirá o controle da Cinemateca, em São Paulo, por sentir falta da família.

No vídeo, Regina afirma que foi ao encontro de Bolsonaro no Palácio da Alvorada para perguntar se estava sendo “fritada” por ele. Desde o início de sua gestão, a atriz vinha sofrendo ataques da ala ideológica do governo que é ligada ao polemista Olavo de Carvalho, guru da família presidencial.

“Toda semana tem um ou dois ministros que, segundo a mídia, estão sendo fritados. O objetivo é desestabilizar a gente e tentar jogar o governo no chão. Jamais vou fritar você”, disse Bolsonaro no vídeo. O presidente, no entanto, havia dado autorização para que integrantes de sua administração atacassem a agora ex-secretária. Foi por isso que desafetos de Regina como o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, subiram o tom contra a gestão da atriz na pasta da Cultura.

No encontro com Bolsonaro, Regina estava acompanhada da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), de quem é amiga e que tentava há tempos costurar uma saída honrosa para a atriz do governo. Ainda no vídeo, Regina declarou que havia ganhado “um presente” ao assumir a Cinemateca. “É um sonho de qualquer pessoa de comunicação, de audiovisual, de cinema e de teatro”, disse. “É um presente duplo. É a Cinemateca e também estar próxima da minha família, que é algo que eu estou desejando muito.”

O favorito para assumir a Secretaria de Cultura é o ator Mário Frias, que almoçou na terça-feira, 19, com Bolsonaro e o filho Zero Um do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Eles participaram juntos de um encontro com os presidentes de Flamengo e Vasco para discutir a volta dos campeonatos de futebol em meio à pandemia do novo coronavírus. Quando Regina ainda estava no cargo, Bolsonaro compartilhou nas redes sociais um vídeo de uma entrevista em que Frias se colocava à disposição para chefiar a pasta.

Uma Novela Trágica

Regina Duarte foi convidada para ser a quarta secretária da Cultura do governo Bolsonaro depois da demissão do dramaturgo Roberto Alvim, que plagiou um discurso do ministro nazista Joseph Goebbels ao anunciar um prêmio para as artes. A atriz abriu mão de um lucrativo contrato com a Rede Globo, onde trabalhou por 50 anos, para embarcar na administração federal. Ela levou semanas para assumiu o cargo de forma oficial, no dia 4 de março, mas nunca conseguiu sequer montar uma equipe de trabalho. 

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