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Geral Maranhão

Governo realiza formação de equipes do Programa Fesma Quilombola

O programa, que será lançado pelo poder público estadual, será desenvolvido pelas secretarias de Estado da Saúde, de Igualdade Racial e de Políticas Públicas.

19/07/2021 17h40
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Por: Imperlove Fonte: Secom Maranhão
Formação das equipes vai até 30 de julho (Foto: Rogério Sousa)
Formação das equipes vai até 30 de julho (Foto: Rogério Sousa)

O Governo do Estado está promovendo a formação de equipes do Programa Fesma Quilombola. O programa, que será lançado pelo poder público estadual, será desenvolvido pelas secretarias de Estado da Saúde (SES), de Igualdade Racial (SEIR) e de Políticas Públicas (SEEPP), em mais de 100 comunidades quilombolas. A formação das equipes acontece entre os dias 19 e 30 de julho.  

“Com o treinamento iniciado nesta segunda-feira, iremos ampliar a ação dos profissionais que integram a Fesma, a fim de que eles possam trabalhar de forma ímpar e exclusiva, com equidade e integralidade para essa população que tanto precisa ser vista e assistida”, disse a secretária adjunta de Políticas de Atenção Primária e Vigilância em Saúde, Waldeise Pereira. 

Para melhor treinar os profissionais da Fesma, a formação foi pensada em módulos, onde serão discutidos temas como “Racismo e Saúde no Brasil”, “Política de Igualdade Racial no Brasil”, “Políticas de Saúde no Estado do Maranhão” e “Governo e Cidadania”. 

Para o titular da SEIR, Gerson Pinheiro, a presença da Força nas comunidades quilombolas é importante para garantir o acesso aos serviços de saúde. “Desde o início da gestão, o governador Flávio Dino vem pondo em debate a saúde integral da população negra. Agora, isso está sendo consolidado por meio de equipes que irão trabalhar e levar até a residência de cada quilombola, serviços específicos para o bem-estar dessas pessoas”, disse. 

Joselene Coutinho (Foto: Rogério Sousa)

O curso tem como público-alvo profissionais da Força Estadual de Saúde do Maranhão (FESMA) que atuam nas especialidades de Técnico em Enfermagem e Médico Clínico, nas regiões de saúde da rede estadual de Codó?, Timon, Caxias, São João dos Patos, Rosário, Viana, Pedreiras, Chapadinha, Itapecuru-Mirim, Pinheiro e Viana.

O gestor da SEEPP, Marcos Pacheco, destacou que os profissionais da FESMA vêm desempenhando o trabalho de cuidar das pessoas. “É uma marca da gestão do governador Flávio Dino elaborar políticas específicas para populações específicas. Isso aumenta e melhora a capacidade de atuação dos profissionais, respeitando a identidade de cada povo em toda a sua dignidade e história”, enfatizou. 

A formação visa promover a melhoria da qualidade de atendimento e a redução das desigualdades e tem como base as Políticas Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) e a Estadual de Saúde Integral da População Negra, Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e Quilombola do Maranhão.

A presidente do Conselho Estadual de Igualdade Racial (CEIR-MA), Jacinta Maria Santos, enfatizou a importância do treinamento. “Nós, população negra, temos algumas doenças que nos atingem com mais facilidade. Assim, a medicina dispensada não deve ser apenas curativa, mas também preventiva, que investe no cuidado ao mesmo tempo em que se presta atendimento especializado com orientação para o dia a dia, reduzindo possíveis complicações na saúde”, enfatizou. 

A médica clínica geral e especialista em Saúde da Família, Joselene Coutinho, está entre os profissionais da Fesma que irão atuar no programa. “Faço parte da Força Estadual desde 2018; penso que antes de ser um profissional a serviço daquelas pessoas, será uma oportunidade para aprender com eles também. Esse é o nosso principal objetivo, o de oportunizar uma saúde de qualidade com olhar humanizado”, contou. 

A enfermeira Erina Gomes enfatizou o olhar cuidadoso do Governo do Estado para com a população quilombola. “É uma parcela da sociedade maranhense que há tempos vem lutando por direitos, e considero de grande importância priorizar a oferta de saúde para essas pessoas. Por isso, o sentimento que tenho é de gratidão por poder servir a eles”, disse.

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