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Cidades DESENTENDIMENTO

Motorista de aplicativo é esfaqueado durante corrida em Imperatriz

Colegas de profissão fizeram um manifestação pelas ruas de Imperatriz cobrando justiça. Jovem trabalhador está internado na UTI.

10/09/2020 09h00 Atualizada há 2 meses
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Por: Imperlove Fonte: Redação
Motorista de aplicativo é esfaqueado durante corrida em Imperatriz

Após um motorista que trabalha no transporte por aplicativo em Imperatriz sofrer uma tentativa de homicídio na noite da última segunda-feira, feriado de 7 de setembro, colegas de trabalho que também sobrevivem do transporte de passageiros nas ruas fizeram uma manifestação ontem (08) à noite cobrando justiça no caso.

De acordo com as investigações da polícia, os passageiros do carro solicitado por meio de aplicativo eram adolescentes que estavam na companhia de um jovem de 19 anos. No ponto de chegada da corrida, teria havido um desentendimento sobre o preço cobrado e o troco do valor acertado. O passageiro maior de idade é suspeito de agredir o motorista Eduardo Silva Oliveira, de 24 anos, com pancadas e golpes de faca. Segundo o presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativo em Imperatriz, um dos golpes acertou a boca de Eduardo e também atingiu parte da língua.

Logo depois da ocorrência, a polícia fez abordagens e conseguiu localizar os adolescentes envolvidos. Eles foram ouvidos pelo delegado de plantão e liberados, mas o principal suspeito está foragido.

O motorista Eduardo foi socorrido por populares e levado para o Hospital Municipal de Imperatriz, onde ainda permanece internado em um leito de UTI. 

Na noite do dia (08), centenas de motoristas percorreram as principais ruas da cidade e fizeram uma parada em frente ao Hospital Municipal de Imperatriz, onde oraram pela recuperação do colega. O protesto terminou em frente à Delegacia Regional com um apelo dos motoristas, pedindo que a polícia consiga dar uma resposta à categoria que se sente insegura diante de ocorrências como essa.

“Não tá fácil trabalhar de aplicativo aqui na cidade. Já é o segundo caso e infelizmente nesse teve arma branca e a classe se sente sem segurança, fizemos esse protesto pra vê se a gente consegue dar um basta nessa violência. Vamos conversar com a Polícia Militar e o delegado regional pra gente tomar alguma medida de segurança”, disse o motorista Valmir Ferreira.

 

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